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A falta que LHS faz!

Luiz Henrique da Silveira morreu em maio de 2015. Mais de dois anos e meio depois, o PMDB que ele ajudou a construir e estabelecer como o maior partido de Santa Catarina se ressente muito pela ausência de seu maior líder.

LHS faz muita falta para a política catarinense, mas especialmente para o Manda Brasa. Os principais candidatos a herdeiros do legado de LHS estão batendo cabeça na seara das articulações com vistas ao futuro, notadamente em relação ao pleito de 2018. O PMDB não conta com nenhum grande articulador em seus quadros atuais.

O vice-governador Eduardo Pinho Moreira, apesar da longa convivência com o ex-governador, não aprendeu a arte de construir alianças, muitas vezes inesperadas, mas vencedoras.

O deputado federal Mauro Mariani se esforça neste sentido, mas ainda lhe falta bagagem.

O senador Dário Berger é um exímio articulador: de seus interesses empresariais e do seu seleto grupo político de São José.

O prefeito Udo Döhler, de Joinville, é neófito na política e não tem perfil de agregador e formulador político.

Morro acima

Se vivo fosse, Luiz Henrique da Silveira muito provavelmente já teria encaminhado uma grande composição em torno do seu nome e teria tudo para ser reconduzido ao governo estadual para um inédito terceiro mandato. LHS gostava de dizer que a eleição podia ser de morro abaixo (com aliados fortes) ou de morro acima (com várias forças se digladiando entre si). Por ora, parece que todos estão se esforçando para subir não um morro, mas uma montanha metafórica nas articulações políticas em Santa Catarina.

 

Luiz Henrique da Silveira seria o nome natural para liderar grande aliança em 2018 - foto>Ag. Alesc, arquivo, divulgação
Luiz Henrique da Silveira seria o nome natural para liderar grande aliança em 2018 – foto>Ag. Alesc, arquivo, divulgação