Coluna do dia

DEM é alternativa

A seção Barriga-Verde do DEM ainda não desistiu de filiar uma grande liderança para pilotar o partido em Santa Catarina. Tudo caminhava na direção do deputado federal João Paulo Kleinübing, que, inclusive iria assumir o controle da sigla no Estado. Mas ele recebeu um aceno que pode sensibilizá-lo a permanecer no PSD, desistindo de nova filiação. Na hipótese de Gelson Merisio não ser o cabeça de chapa e na hipótese de o PSD compor com o PP e o PSDB, ou com um dos dois em 2018, o nome para ser o candidato a vice seria o dele, João Paulo Kleinübing.

Aliás, é o sonho de JPK para 2018. Integrar uma majoritária.

Isso pode eventualmente mantê-no PSD. Mas o DEM quer alguém. E tem interessado, que talvez saia do próprio PSD. Outro deputado federal, João Rodrigues,  que disputa com Merisio a indicação no PSD para o governo. Ele poderia assinar ficha no DEM, caso não conquiste os espaços desejados nas hostes pessedistas. O quadro começa a ganhar contorno no sentido de que o Democratas poderá se constituir num partido  para compor com o PSD ou mesmo com o PSDB.

 

Norte

Uma grande liderança saindo do PSD buscaria outra composição, diferente da que seria encaminhada pelo partido que deixou. Aí é que entra o nome do senador tucano Paulo Bauer, pré-candidato ao governo do Estado. Os bastidores da política estadual estão, literalmente, fervendo.

 

Almoço e jantar

O domingo, 3, foi de intensas reuniões temperadas com almoço e jantar em Brasília. Tanto Michel Temer como Rodrigo Maia, o presidente da Câmara que ganhou ares de primeiro-ministro, ofereceram pratos especiais a líderes aliados e a ministros de Estado. De sobremesa, pedidos e estratégias de articulação para que o Planalto atinja, na próxima semana, o número mínimo e mágico de 308 votos para aprovar a reforma da Previdência.

 

Convencimento

Nesta semana, a pauta é mobilizar e convencer os partidos da base, notadamente os insaciáveis do Centrão. Maia saiu otimista do último dos encontros, oferecido por ele. Com base no novo texto aprovar em dezembro.

 

Principais mudanças

O governo cedeu em vários itens em relação a sua proposta inicial, reduzindo a reforma a quatro pontos principais: Idade mínima de aposentadoria, com a regra de transição até 2042; 62 anos para mulheres e 65 para homens (INSS e servidores); 60 para professores de ambos os sexos; 55 anos para policiais e trabalhadores em condições prejudiciais à saúde; Tempo mínimo de contribuição de 15 anos para segurados do INSS e de 25 anos para servidores públicos; Novo cálculo do valor da aposentadoria, começando de 60% para 15 anos de contribuição até 100% para 40 anos; Receitas previdenciárias deixam de ser submetidas à DRU (Desvinculação de Receitas da União).

 

Perspectiva

Voltou o zum-zum-zum sobre a privatização da Eletrobrás, uma das tantas estatais adoradas por políticos corruptos. Se ela vier à baila e ocorrer, a Eletrosul, que tem sede na Capital catarinense, também entrará no pacote que será oferecido ao setor privado.