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Moreira apoia Mariani e isola Dário

Em recente roteiro no Sul do Estado, sua base política, o vice-governador Eduardo Pinho Moreira escancarou a guinada na sua rota política. Notadamente no contexto do PMDB, com reflexos no pleito do ano que vem.

Ao declarar que será o “principal cabo eleitoral” do presidente estadual da sigla, deputado Mauro Mariani, pré-candidato a governador, o vice deixou claro que não deve disputar cargo eletivo em 2018. A expectativa do peemedebista é completar o mandato de Raimundo Colombo, já a partir de janeiro, data com a qual o governador não se comprometeu.

Até então, Pinho Moreira vinha trabalhando em favor do nome de Udo Döhler. Mas o fator cronológico deve ter pesado. Para disputar o Centro Administrativo, o prefeito de Joinville teria que renunciar até o comecinho de abril do ano que vem, sendo que o prazo fatal para as convenções homologatórias se encerra no começo de agosto.

Um lapso de tempo de 120 dias. Período no qual em ano eleitoral muitas mudanças podem e costumam ocorrer. Ou seja, Udo não vai correr o risco de ficar sem mandato e sem a garantia da candidatura.

Fator Dário

Há, ainda, o fator Dário Berger. O vice declarou apoio a Mariani nas presenças dos ex-governadores Paulo Afonso Vieira e Casildo Maldaner, que também estavam na toada de respaldar o alcaide joinvilense.

Na outra ponta, estava Dário Berger dizendo-se fechado com o presidente estadual do partido. Pressentindo que uma queda de braço entre Mariani e Udo poderia favorecer Berger, Moreira, inteligentemente, optou pela unidade da maioria do partido.

Ausente

O senador Dário Berger não acompanhou o roteiro no Sul por três regionais. Além dos ex-governadores, deputados federais e estaduais marcaram presença no périplo do chamado 15 em Movimento.

Histórico

Em 2014, Mauro Mariani abriu mão da disputa ao Senado em favor de Dário Berger. Obviamente esperava uma retribuição que dificilmente aconteceria em 2018, pois o senador se movimentava celeremente como pré-candidato nas fileiras do Manda Brasa.

Unidade

Excetuando-se o próprio Dário Berger, ao que tudo indica o movimento de Pinho Moreira e Mariani, com um assumindo o governo e o outro sendo candidato, conseguiu unir as principais lideranças do PMDB em torno do projeto. Se desejar concorrer ao governo no próximo ano, Berger terá que buscar abrigo em outra legenda.

Apoio

Em 3 de setembro vai ter eleições municipais em Abelardo Luz, município do oeste catarinense, com 17 mil habitantes. Na última sexta-feira, ocorreu o lançamento da candidatura da chapa do PSDB. O deputado federal Marco Tebaldi gravou um vídeo,salientando as qualidades dos candidatos a prefeito e vice da chapa Acelera Abelardo Luz. A chapa reúne Wilamir Domingos Cavassini e Jorge Luiz Piccinin, candidatos a prefeito e vice,formada por PSDB, PP, PRP, Rede, PSD, Dem, PSB e PTC. 

Registros cassados

As novas eleições ocorrem pois Nerci Santin (PMDB) e Cleomar Finger (PMDB), respectivamente prefeito e o vice eleitos em Abelardo Luz, tiveram os registros de candidatura indeferidos. 

A alegação é que, em 2010, os dois teriam uma condenação por crime contra a administração pública, por isso não poderiam ter concorrido ao pleito de 2016.

Vereador-prefeito

Em 1º de janeiro, o presidente da Câmara, Lucas Sernajotto (PMDB), assumiu o município. Entretanto, em 10 de janeiro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu uma liminar que empossou Santin.