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PMDB do Sul lança vice ao governo em 2018

Um dos motes da pré-campanha de Gelson Merisio ao governo do Estado é a questão regional. Ele e aliados têm repetido que Santa Catarina precisa de um governador do Oeste. Neste embalo, está surgindo movimento semelhante no Sul catarinense. Na segunda-feira, o prefeito peemedebista de Içara, Murialdo Gastaldon, liderou reunião com a turma do Manda Brasa regional. Outros sete prefeitos participaram.

Os correligionários querem lançar a candidatura do vice, Eduardo Pinho Moreira, ao governo do Estado.

Segundo dados de associações empresariais, o Sul é a região mais pobre de SC, e pode perder, também, musculatura política.

Outro argumento sulista: a região nunca teve um governador. Somente vices. Além do atual, que foi governador em mandato-tampão em 2006 e, também, prefeito de Criciúma; a região teve Heriberto Hülse como vice de Jorge Lacerda, depois assumindo com a morte do titular em acidente aéreo; e José Augusto Hülse, de Paulo Afonso Vieira. Coincidentemente, dois da mesma família.

Externamente, Eduardo Moreira apoia o projeto de Mauro Mariani. Mas há raposas felpudas raciocinando que, sem uma sinalização do vice-governador, os prefeitos sulistas não começariam um movimento em torno do seu nome. De qualquer forma, o grupo quer “apresentar” a proposta a Pinho Moreira até sexta-feira, uma forma de tentar não deixar digitais do vice na iniciativa.

Regionalismos

Os prefeitos do PMDB do Sul estão rememorando que as outras regiões já tiveram govenadores. A Grande Florianópolis, Esperidião Amin. O Norte, Pedro Ivo e Luiz Henrique. O Litoral Norte, Konder Reis, Irineu Bornhausen e Jorge Bornhausen e a Serra, além dos Ramos, Raimundo Colombo.

Senado

Nas comemorações dos 71 anos da Rádio Eldorado, de Criciúma, Eduardo Moreira declarou que sonha em ser candidato ao Senado. Há dois recados aí: a Mauro Mariani, pré-candidato do PMDB ao governo, e a Raimundo Colombo. Para disputar a majoritária em 2018, Moreira também teria que renunciar ao seu cargo se o governador seguir por esta via.

Pujança centenária

Prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, está animado com os preparativos, que entram na reta final, da Efapi 2017. Será a 50ª edição de uma das maiores feiras multissetoriais do Sul do Brasil. O momento é histórico. A cidade está completando 100 anos, período no qual se transformou na maior do Oeste e uma das principais de Santa Catarina. Nenhuma outra cidade tão “jovem” tem mais de 200 mil habitantes.

Números

Segundo Bulingon, a Efapi 2017 terá pelo menos 400 expositores, deve atrair 400 mil pessoas, gerando um movimento econômico espetacular de até R$ 150 milhões. O evento bianual ganha ainda mais relevância depois que a edição de 2015 foi cancelada por número insuficiente de expositores. A última Efapi foi realizada em 2013.

Ideologia

A visita de Bulingo à Capital acabou coincidindo com a recente – e polêmica – decisão judicial que lhe bloqueou os bens em pouco mais de R$ 900 mil.

Fontes ligadas à prefeitura chapecoense avaliam que a orientação ideológica do magistrado, conhecido por posicionamentos de esquerda, pesou bastante no despacho.

Agora vai?

Depois de ter recebido o sinal verde do próprio presidente Michel Temer, Raimundo Colombo anunciou, no fim da tarde de segunda-feira, a confirmação da segunda etapa do Fundam.  Anúncio feito depois de reunião com o correligionário, presidenciável e ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo o governador, os primeiros contratos com as prefeituras já poderão ser assinados em outubro.

Campanha

Como Meirelles entrou na rota presidencial, o ministro foi convidado e aceitou, vir a Santa Catarina para formalizar o ato em outubro. Falta definir o dia. Ele também deve fazer uma palestra. E, claro, ganhar os holofotes para tornar-se mais conhecido do grande e distinto público.

Na foto de capa, Moreira, Mauro Mariani e Casildo Maldaner

Foto>PMDB-SC, arquivo, divulgação