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Um câncer chamado centrão!

Michel Temer tornou-se refém de um grupo grande (mais de uma centena) de deputados, em sua maioria do baixo clero e de partidos medianos (PP, PR, PTB, PSB, PSD e por aí vai), que se autodenomina Centrão.

Para livrar o pescoço da guilhotina na efusiva votação que barrou a denúncia da PGR contra ele por corrupção passiva, o presidente prometeu o que talvez não consiga entregar: fundos, muitos fundos às suas excelências.

Para isso, precisará aumentar a meta fiscal para o rombo de 2017 e também de 2018. Enquanto o governo fala em módicos R$ 20 bilhões a mais (de um estouro de R$ 139 bilhões aumentando para R$ 159 bilhões), os fisiológicos, oportunistas e cancerígenos (sob a ótica da corrosão do erário) parlamentares do tal Centrão, pressionam para que a meta fique em R$ 170 bilhões. Negativos. Para eles poderem fazer a feira este ano (ninguém é de ferro, não é mesmo?) e para não passarem apertos desnecessários em ano eleitoral. Um verdadeiro escárnio. Mais um pontapé no traseiro da sociedade, que é quem perde, e muito, nesta queda-de-braço.

Sonho

Henrique Meirelles, que surgiu no governo Temer criando a expectativa de que poderia encarnar a versão século 21 de Fernando Henrique Cardoso (saindo de ministro da Fazenda salvador da economia direto para a presidência da República), já admitiu que não será possível fechar as contas negativamente em R$ 139 bilhões. Sai chamuscado e vê a perspectiva eleitoral cada vez mais distante.

Tibieza

Se o Centrão vencer a guerra e elevar a meta para menos R$ 170 bilhões, a tão celebrada equipe econômica de Temer corre risco de virar apenas uma lenda.

Irresponsabilidade

Enquanto o Planalto, com a ajuda do PSDB e da própria equipe econômica, tenta manter um patamar razoável para um paciente na UTI, chamado orçamento público brasileiro, os parlamentares fisiologistas estão olhando somente para seus umbigos. Não hesitarão em sugar até a última gota de sangue da viúva que agoniza.

Merecido

Merecida a concessão do título de cidadão catarinense ao prefeito Luciano José Buligon, de Chapecó. O ato estava marcado para ontem à noite, em sessão solene da Assembleia Legislativa. Iniciativa acertada do deputado estadual Altair Silva.  Buligon nasceu no Rio Grande do Sul, mas fez carreira profissional e política exemplar no Oeste catarinense.

Impresso

Esperidião Amin protocolou, na mesa da Câmara dos Deputados, requerimento para que seja solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral, o posicionamento formal sobre as providências para a implantação do sistema para registro impresso do voto no pleito do próximo ano, conforme determina o art. 59-A da Lei Eleitoral (9.504-97).

Histórico local

Amin elencou uma série de acontecimentos que justificaram a iniciativa. Dentre eles, a falha na urna em Içara em 2014, que anulou 287 votos diante da impossibilidade de recuperar os dados e por não haver dispositivo adicional para conferência. Além das recentes e muito preocupantes notícias sobre a Conferência Def Con, em Las Vegas, onde, desafiados, hackers levaram cerca de 1h30min para burlar urnas eletrônicas do Sistema Eleitoral Americano.

Perfumaria

O PP, assim como outras siglas, vai mudar de nome novamente. A legenda está brutalmente desgastada em função das descobertas da Lava Jato. Pode virar “Progressistas” (a moda agora é dar apenas um nome às agremiações), ou mesmo voltar a ser o velho PDS de guerra. Dirigentes e marqueteiros estão debruçados na questão da nomenclatura. Mas nada se fala, em linhas gerais, de mudança de conteúdo programático ou estatutário.