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Alesc terá audiência  pública para debater projeto estadual de internação involuntária de dependentes químicos

A preocupação com o aumento do consumo de drogas pelas pessoas em situação de rua nos grandes centros urbanos no estado, evoluindo também para casos de violência e criminalidade neste meio, chegou também nos debates da Comissão de Prevenção e Combate às Drogas da Assembleia Legislativa, que já aprovou a realização de uma audiência pública para debater projeto de lei de autoria do deputado Ivan Naatz (PL), que cria, em Santa Catarina o Programa Saúde sem Drogas , incluindo a previsão de internação involuntária para tratamento e recuperação.  

A data e local da  audiência pública deverá  ser definida nas próximas semanas. O projeto  já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e também  foi aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação da Alesc , seguindo para análise , nesta semana, da Comissão de Saúde. Naatz pediu celeridade na tramitação da matéria protocolada ainda em 2022 e que  prevê a internação involuntária de dependentes químicos  por meio de um programa estadual de prevenção e combate às drogas que já tem previsão também em lei federal (No 13.840/19) desde 2019, passando a amparar e prever este tipo de recolhimento ao integrar  ações nos planos federal, estadual  e municipal neste sentido.

  “Este é um debate que não pode mais ser adiado pelo parlamento e pela sociedade , cabendo ao Estado implementar atitudes práticas e definir órgãos e recursos específicos para ampliar a estrutura de atendimento por uma questão social , de segurança e  saúde pública”  afirmou Naatz. O parlamentar apontou que junto com o crescimento do número de  moradores de rua também  evoluí a violência e  criminalidade pela dependência química. Pesquisas recentes  indicam que só na região da Grande Florianópolis são mais de 3.400 moradores de rua , índices crescentes que também afetam  e vem gerando preocupação na regiões  de Blumenau, Itajaí e Balneário Camboriú. Em todo o Estado, já são mais de 9.065 pessoas nessa situação, segundo relatório do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), o que representa população superior a 155 municipios de Santa Catarina. 

 

MUNICÍPIOS – O problema gerou também projetos de lei municipais com previsão de internação involuntária por parte das prefeituras de Florianópolis e de São José , em análise pelas respectivas câmaras de vereadores, além de programas semelhantes de atendimento que já são executados pelas prefeituras de Chapecó, Criciúma e Balneário Camboriú. “O que precisamos agora é de um amplo programa estadual que coordene e oriente programas sociais e de saúde preventivos, mas também como suporte estrutural  aos municípios que desejem adotar a internação involuntária como último e necessário recurso para tratar a dependência química  em todas as regiões catarinenses, sob pena de descontrole num futuro próximo”,  resume o parlamentar.

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