Blog do Prisco
Coluna do dia

Adriano sinaliza para candidatura já em 2026

Nos últimos dias, chegaram alguns sinais ao Centro Administrativo, sede do governo do estado, na Capital. Sinalizações de que o prefeito Adriano Silva (Novo), de Joinville, poderia estar reavaliando o seu posicionamento inicial, que era de completar o segundo mandato. E, em 2026, lançar a vice-prefeita Rejane Gambin, à Câmara Federal, para depois fazê-la sua sucessora, em 2028. Essa era a ideia.

Pelo visto, Adriano estaria avaliando a possibilidade de uma candidatura ao Senado já no ano que vem. Assim, Rejane assumiria, com a sua renúncia, na primeira semana de abril do ano que vem, e concorreria à reeleição em 2028.
Agora, uma vez confirmada essa solução, ou esse encaminhamento, isso provocaria desdobramentos internos na coligação a ser liderada por Jorginho Mello.

Fator Seif

A eventual cassação de Jorge Seif também influenciaria o quadro com vistas a 2026. Partamos da premissa de que ele não será cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em maio, por abuso do poder econômico.

Vaga

Em não sendo cassado, um nome para o Senado já é consagrado no projeto de reeleição do governador, o de Carol De Toni, do PL.

Irrecusável

Mas, Adriano, manifestando essa disposição, sendo de Joinville e prefeito reeleito com quase 80% dos votos, Jorginho Mello não teria como negar o espaço a ele.

De fora

Tendo Carol e Adriano na majoritária, não sobraria espaço para Esperidião Amin (PP), que aí poderia buscar uma composição com João Rodrigues, do PSD, pré-candidato ao governo.

Alinhamento

Aliás, já é uma tendência da bancada estadual, especialmente de Altair Silva, de Chapecó, que esteve no lançamento da pré-candidatura de João Rodrigues, no último dia 22; e falou em nome de Pepê Collaço e José Milton, que também estariam a respaldar o projeto do prefeito pessedista.

Governo

O PP, não custa lembrar, é representado no governo Jorginho Mello na figura do ex-presidente da Assembleia, Silvio Dreveck. Ele pilota a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Sustentável.

Manda Brasa

E o MDB? O MDB ficaria com Jorginho? Iria com João Rodrigues? Incógnita. Já se fala que talvez o PL vá de chapa pura ao governo. Com João Rodrigues de candidato, seria uma forma dos liberais caracterizarem dobradinha puro-sangue, a ser respaldada por Jair Bolsonaro.

Isolamento

O MDB também poderia ficar sem posição na majoritária. Inclusive, ainda no contexto do PP, o deputado Júlio Garcia, presidente da Assembleia, pré-candidato à Câmara, chegou a sinalizar a José Milton que retiraria sua pretensão para apoiar o progressista como forma de atrair o PP em favor de João Rodrigues.

Capital

Por outro lado, o PSD não tem uma boa notícia. Os pessedistas podem até atrair o PP. E quem sabe o MDB, mas pelo visto já perderam um partido. O prefeito Topázio Silveira Neto, da Capital, que é do PSD, mas deseja o partido apoiando Jorginho Mello, está trabalhando freneticamente em favor da recondução do atual governador.

Alternativa

Tanto é que trouxe para perto Paulinha Silva, do Podemos, e disse que iria apoiá-la, na Capital, à Câmara Federal, e não lançaria candidato.

Dobradinha

E ela faria dobradinha com quem? Com o chefe de gabinete de Topázio, Fábio Botelho, que assinaria ficha no Podemos. Topázio, aliás, está preparando Botelho para sua própria sucessão em 2028. Então, estamos observando aí uma série de movimentações que poderão também chegar ao União Brasil, que, a priori, está com João Rodrigues.

Fato novo

Mas, na eventualidade de Antídio Lunelli se filiar ao União, ele poderia circunstancialmente oferecer palanque como candidato a governador, o que desejou e o MDB não o cacifou em 2022.

Palanque

Antídio poderia oferecer palanque, como candidato a governador, ao presidenciável Ronaldo Caiado, ou até, no União Brasil, poderia vir a ser o vice tanto, de Jorginho Mello quanto de João Rodrigues. A conferir!