Blog do Prisco
Manchete

Amin no ato da oposição contra os 5 anos do Inquérito da inquisição

O senador Esperidião Amin participou nesta terça-feira (19), da coletiva dos deputados e senadores de oposição ao governo Lula, contra os 5 anos do Inquérito 4.781 do Supremo Tribunal Federal, conhecido como inquérito das fakes news, ou melhor, da Inquisição!

Confira a íntegra da nota da oposição:

Na semana passada, completaram-se 5 anos do chamado “inquérito das fake news”, instaurado pelo Supremo Tribunal Federal, com base no art. 43 do Regimento Interno, que deveria cuidar de assuntos domésticos àquela instituição, e não de opiniões pessoais emitidas do Oiapoque ao Chuí.

Além disso, afastou-se desde o início o princípio constitucional do juízo natural, quando o então presidente da Corte indicou o Ministro Alexandre de Moraes para presidir o referido inquérito, de forma completamente discricionária, ao invés de utilizar o sistema de escolha aleatória.

O que nasce com vício não pode terminar bem, como bem disse o ex-Ministro Rezek! Talvez seja essa a razão de o inquérito nunca ser concluído, ao arrepio de mais um direito fundamental expresso no art. 5º da Constituição da República, que é o da duração razoável do processo.

À época, a então Procuradora-Geral da República registrou que o inquérito quebrou a garantia da imparcialidade judicial na atuação criminal, além de obstar, pasmem, o acesso do Ministério Público, titular da ação penal, à investigação.

Não são poucas as notícias que mostram a dificuldade de advogados de defesa de investigados terem acesso aos autos, afastando o direito fundamental ao contraditório e à ampla defesa.
Na mesma linha, assistimos recentemente a buscas e apreensões realizadas em gabinetes de parlamentares da oposição com base em indícios aparentemente muito frágeis, que mais nos pareceram tentativa de calar a oposição ao governo de ocasião. O afastamento casuístico de princípios da Constituição Federal precisa cessar imediatamente, sob pena de as instituições de Estado serem politizadas e instrumentalizadas.

Não se pode aceitar como normal e corriqueira a quebra de regras constitucionais há mais de 5 anos, como se pelo bem da Democracia se devesse violar direitos fundamentais. O inquérito das fake News transformou-se num poderoso mecanismo de censura, que vai ao encalço de quem critica as decisões do STF e do presidente Lula, legitimando perigosas perseguições a opositores políticos, sobretudo parlamentares, em razão de suas opiniões, em mais uma afronta à inviolabilidade dos mandatos, consagrada no art. 53 da Constituição Federal.

Somam-se a isso os vazamentos seletivos de investigações para fomentar narrativas na grande imprensa contra opositores políticos do governo da ocasião. Basta de desumanizar aqueles que pensam diferente!

Nesses últimos 5 anos, o presidente do inquérito antidemocrático parece engajado em investigar críticas com as quais não concorda, regulamentar por ato administrativo as redes sociais, função típica do poder legislativo, participar de eventos e fazer discursos políticos, quando deveria se ater a julgar de forma justa e isonômica os processos que lhe são submetidos, que é tudo que se espera de um juiz.

Relembramos que o STF, há pouco tempo, anulou processos que identificaram uma situação excepcional de corrupção endêmica no Brasil devido a suposta violação de direitos de acusados e falta de imparcialidade do julgador.

Por todo o exposto é que conclamamos novamente o restabelecimento da normalidade democrática, o encerramento urgente do inquérito das fake news e de todos os inquéritos acessórios, pelo bem da Democracia, do Estado de Direito, do devido processo legal e do povo brasileiro.

foto>Reprodução

Posts relacionados

PT é contra a democracia e pede prisão de quem convoca manifestação, um direito sagrado

Redação

“Isso só pode ser uma proposta política para confirmar uma narrativa”

Redação

Amin se manifesta sobre processo que tornou Bolsonaro réu

Redação