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Apagão em Caçador e região faz Cobalchini cobrar atitude da Celesc e do governo

A queda de linha de transmissão de energia para Caçador e região do alto vale do Rio do Peixe, em razão do tornado que assolou o Meio-Oeste na noite de sábado colocou vários municípios da região num colapso, que causa comoção na comunidade. O deputado Valdir Cobalchini (MDB) foi até a empresa cobrar satisfações e atitude, e da tribuna desabafou na sessão dessa terça-feira: “O leite já está derramado. O prejuízo não se recupera. O sentimento é de tristeza e revolta. É um verdadeiro absurdo”.

O emedebista cobrou atitude do governo em relação ao comando da maior empresa pública do estado. Para Cobalchini, por mais imprevisível o acidente que derrubou várias torres da linha de transmissão, é inadmissível que a direção da Celesc não tenha se deslocado para comandar uma força-tarefa na região. “O presidente está de férias e não voltou”, disse, em tom de perplexidade. “Uma empresa como essa não pode ficar em home office”. O argumento de que a recuperação de linhas em acidentes tem prazo longo, do ponto de vista legal, foi totalmente contestado: “Em empresas privadas, as coisas se resolvem em 24 horas”, desabafou o parlamentar.

A transmissão até a subestação local é de responsabilidade da empresa Evoltz, concessionária do governo federal. Cobalchini lembra que a Assembleia aprovou investimentos de R$ 1,3 bilhão no sistema elétrico, então a Celesc não pode se omitir. “Não existe plano B?” – ele indagou, lembrando que só em Caçador são mais de 20 mil unidades desligadas, e apenas o Hospital Maice está com energia, funcionando com gerador. “Não precisamos de solidariedade, mas de atitude”, reforçou.

A fala de Cobalchini repercutiu e outros deputados endossaram o repúdio à inoperância da Celesc diante do caos instalado na região. “Nas rodovias nós enxergamos os buracos, mas não podemos ver problemas nas redes. Agora estamos diante de uma cratera”, reforçou o deputado, cobrando sensibilidade também do governo estadual. “Estou passando meus piores dias aqui na Alesc. Do jeito que está não pode ficar”.

foto>Divulgação

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