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Frente da Liberdade Econômica e Inovação debate demandas do setor

A Frente Parlamentar da Liberdade Econômica e Inovação foi instalada na Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (10), já com a apresentação das principais demandas do setor. De acordo com o coordenador do grupo, deputado Matheus Cadorin (Novo), Santa Catarina tem um potencial de desenvolvimento econômico e inovador muito acima da média nacional e a ideia da Frente é fomentar o setor para ampliar a geração de renda e riqueza. Dois pilares darão base aos trabalhos: um é a legislação atual e outro é suprir a carência de profissionais que atendam esse mercado promissor.

Cadorin destacou que os deputados estaduais que subscreveram a Frente Parlamentar terão papel fundamental no bom andamento dos trabalhos. A intenção é desburocratizar a legislação estadual, bem como as novas normas estaduais. O colegiado também tem como meta evitar interferências desnecessárias do Estado na iniciativa privada.  Sobre a inovação, o deputado propôs aos colegas que busquem em suas bases mão de obra e utilizem de suas estruturas de comunicação para difundir os projetos que surgirem por meio da Frente Parlamentar.

Presente na reunião de instalação, o deputado Mário Motta ( PSD) destacou que de mais de 170 países, o Brasil ocupa a posição de 143º em liberdade econômica. Por isso, ele defende que o colegiado deve contribuir para o desenvolvimento do estado de Santa Catarina.

Oscar Gutz (PL) defendeu a desburocratização das normas, pois seus efeitos afetam a indústria e a agricultura. “Nosso povo quer trabalhar, pagar impostos, mas sente os desafios do sistema atual que trava o desenvolvimento”, acrescentou.

O deputado Napoleão Bernardes (PSD) reforçou que a Frente Parlamentar alerta para a importância de fortalecer o sistema econômico e empreendedor. O grupo vai ajudar na busca de novas políticas públicas para que o setor cresça e ofereça desenvolvimento social e sustentável. “Ontem, a Assembleia Legislativa aprovou a instituição da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, que deve priorizar o setor como alavanca importante para dinamizar nossa economia”, destacou o parlamentar.

Já o deputado Lunelli (MDB) lembrou que no Brasil muitos trabalhadores enfrentam dificuldades, por não conseguir arcar com a carga tributária e reforçou que Santa Catarina tem um povo trabalhador, ordeiro e empreendedor e por isso, é necessário ações que facilitem a vida dos profissionais. “A iniciativa privada está com uma carga tributária tão pesada que daqui a pouco não vamos conseguir mais carregar o povo nas costas. Os setores público e privado tem o hábito de dificultar as coisas para depois vender facilidades”, argumentou.

O vice-presidente da Acate, Walmoli Gerber, acredita que o grupo de trabalho é fundamental, levando em consideração que Santa Catarina é referência no Brasil. “No que diz respeito à tecnologia, nos comparamos ao Vale do Silício, Estônia, Israel, Canadá, aos países que são referências mundiais”, ressaltou.  Gerber destacou ainda que uma das cinco melhores incubadoras tecnológicas está instalada no estado e lamentou que existem cerca de 6 mil vagas em aberto em Santa Catarina.

O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Fett, acredita que o passo dado pela Assembleia Legislativa em discutir a inovação vai além deste setor e engloba todo o ecossistema de desenvolvimento de inovação de Santa Catarina e por isso o governo abraça a causa. “Para que a gente possa trabalhar na melhoria do ambiente de negócios é importante que os poderes Executivo e Legislativo caminhem juntos com ações conectadas em prol do desenvolvimento de Santa Catarina,” concluiu o representante do Executivo.

foto>Vicentte Schmitt, Ag. Alesc

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