Manchete

O placar vergonhoso dos deputados de SC na votação da “farra” eleitoral

Não é mero acaso o fato da classe política brasileira está com credibilidade literalmente na lona.

Na semana passada, sem aviso prévio e no afogadilho, suas excelências aprovaram uma minirreforma eleitoral escandalosa. Ela basicamente torna mais brandas as penalizações a políticos em casos de condenações de inelegibilidade, além de flexibilizar a cassação de candidaturas irregulares.

O texto, vejam só, reduz sanções a partidos com prestações de contas já rejeitadas e por aí vai. A proposta ameniza regras para a propaganda eleitoral. O fundo partidário não pode mais ser bloqueado totalmente pela Justiça Eleitoral e as polpudas verbas poderão ser usadas para a compra de aeronaves, embarcações, carrões, etc.

É uma festa. Uma farra completa. Na Câmara, o baile foi comandado pelo chefão do Centrão, Arthur Lira. A bola agora está com o Senado, que precisa aprovar esta excrescência. Por fim, caberá ao presidente sancionar, ou não, o texto. Isso tudo até 6 de outubro de 2023 para que a festa esteja liberada já no pleito municipal de 2024.

Pressão

É fundamental a pressão da sociedade contra essa pouca-vergonha. Vejamos como votaram os parlamentares catarinenses.

Surpresa zero

O PT naturalmente foi a favor através de seus dois representantes: Ana Paula Lima e Pedro Uczai. Surpresa zero aí. No PSD, idem. Os dois, Ismael dos Santos e Darci de Matos (que assumiu com a posse de Ricardo Guidi na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Economia Verde), foram favoráveis. Nunca é demais lembrar que o PSD está na gigantesca esplanda sob Lula III com três ministérios.

Umbilical

Darci de Matos é muito ligado a Arthur Lira. Surpreendentemente, a tucana Geovania de Sá, também apertou o sim. Fábio Schiochett, do União Brasil, outra sigla com assento no desgoverno do PT, evidentemente respaldou a vergonheira.

2 x 1

O MDB-SC conta com três deputados federais. Dois foram a favor da tal minirreforma: Carlos Chiodini e Valdir Cobalchini. Contra apenas Rafael Pezentti. O parlamentar, com base no Alto Vale, aliás, assegura que permanece firme e forte no MDB. Vem votando sempre com a oposição a Lula da Silva.

Estranho no ninho

Até mesmo na bancada do PL houve quem participasse da festança. O voto favorável foi de Jorge Goetten que, aliás, está filiado ao partido, mas de liberal não tem absolutamente nada. Ele sempre vota com o desgoverno. Muito provavelmente, o parlamentar não ficará no PL. Deve migrar para algum partido fisiológico que se serve das benesses da Organização.

Bloco

Os outros cinco do PL foram contrários à farra: Carol De Toni, Daniel Freitas, Daniela Reinehr, Júlia Zanata e Zé Trovão. Pelo Novo, Gilson Marques também não aprovou o festivo texto para a legislação eleitoral neste país.

Imagem

O placar envergonha Santa Catarina. Foram nove votos a favor e apenas sete contrários a este verdadeiro estupro legislativo e eleitoral.  Os representantes catarinenses na Câmara, em sua maioria, costumam votar de acordo com o que é o correto. Santa Catarina vinha tendo uma posição de vanguarda.

Retrocesso

Costumamos destacar aqui que a bancada de Santa Catarina adota posições avançadas, adequadas e dentro da expectativa da opinião pública. Nesse caso específico, contudo, temos que lamentar como se posicionaram os parlamentares que, em sua maioria, ajudaram a aprovar um sistema eleitoral que é pior do que o atual.

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