O texto e as informações são do portal TURISMO ON-LINE, do Jornalista e fotógrafo Jefferson Severino
“E você que fez o L? Esperando ainda a passagem aérea para qualquer lugar do Brasil por R$ 200,00? Esqueça! Olho para o Deputado Federal Silvio Costa Filho, 41 anos, que assumiu o Ministério dos Portos e Aeroportos, um estranho no ninho, e tenho pena. Totalmente perdido e sem fazer nada, a não ser promessas descabidas. Está se afundando dia a dia. Para se ter uma pequena ideia, viajar de avião ficou mais caro para o brasileiro neste ano. No acumulado até dezembro de 2023, a passagem aérea registrou inflação de 48,11% no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15). É a maior alta dos bilhetes para um ano fechado desde 2011 – ou seja, em 12 anos. À época, a variação havia sido de 53,1%. Os dados do IPCA-15 foram divulgados nesta quinta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Por ser apresentado antes, o indicador sinaliza uma tendência para os preços no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também calculado pelo IBGE.

A carestia das passagens foi registrada em meio a um cenário de retomada da demanda por viagens neste ano, após as restrições a deslocamentos na pandemia de Covid-19. Companhias aéreas também reclamam dos altos custos de operação no país, que envolvem, por exemplo, despesas com querosene de aviação e juros. Além disso, querem recuperar as nossas custas o que perderam durante a pandemia. Não vai rolar mesmo. A variação das passagens aéreas em 2023 (48,11%) foi a segunda maior entre os 367 subitens (bens e serviços) que compõem o cálculo do IPCA-15. O programa Voa Brasil foi uma verdadeira piada foi adiado não se sabe para quando. Nós também iríamos pagar essa conta. No mês passado, as três principais companhias aéreas que atuam no Brasil (Azul, Gol e Latam) anunciaram um plano de universalização do transporte aéreo. O objetivo era lançar preços mais baratos para voos domésticos. Dessa forma seria praticamente um cartel e, sem concorrência, novamente nós pagaríamos essa conta salgada. Em dezembro, enquanto o índice como um todo subiu 0,40%, a passagem aérea teve alta de 9,02%. A maior pressão sobre o IPCA-15 veio dos bilhetes, conforme o IBGE.
